Gal Costa



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Karina Buhr



Essa menina de olhos meio esverdeados canta uma doce música que “uma fúria odiosa já está na agulha” ou uma canção de ninar pras crianças de Bagdá que diz ”dorme logo antes que você morra, está chovendo fogo e as ruas estão queimando”. E ainda “A pessoa morre depois de tanto verbo.” Outra cantora fora do “gráfico fonográfico” e politizada, mas que encanta com suas canções furiosas e odiosas na agulha.

"Única! Uma batida “direta, pro fundo”. Aquela que não deixa dúvida. Karina não é cantora, ela “mentiu pra você”, ela mentiu pra mim! O que ela faz é uma música inquieta e fugaz, que nos faz “pular contra vontade do chão”. Uma artista completa que se mete com muita propriedade nas artes. Astuta, logo se esquivou de tudo que ouvia por aí e acertou em cheio. “Boiar no mar é de graça”, e foi assim que veio o seu primeiro trabalho autoral. Sua música cheia de sotaque, íra e “desapropriada” caiu na graça dos críticos entediados. Já ouvi: Ó a louca cantando “Eu preciso entrar no gráfico, no mercado fonográfico”, “minha fúria, odiosa já está na agulha”, ela é o Fiuk do mal, e todos embasbacados!
Karina Buhr, “seu suor vira sofá, cadeira, mesa de centro ou não vira nada, vale nada, vira vento”. “Tanto faz se bom ou é ruim” todo mundo que ouve se envolve, que vê se entusiasma e que conhece se apaixona. É o “gosto que dói na boca”, “solo de água fervente”!"


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Caetano Veloso e Maria Gadú

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Cícero


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Maria Gadú



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Eduardo Dusek


Millenium

ISSO É QUE DÁ CÊ QUERER FREQUENTAR!

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Maria Bethânia


Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá,laiá, laiá
Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
DEsperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto, laiá, laiá,laiá, laiá
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré, laiá, laiá, laiá, laiá


Simplesmente Maria Bethânia (g.h.)

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Adriana Calcanhotto








É muita paixão pela Adriana...

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Tiê



Fui passar o feriadão no Rio de Janeiro, chegando lá à primeira agenda cultural que pego, tinha apresentação da Tiê no Rival da Petrobrás (vamos boicotar a pet...). Ela me deveria dar passe livre nos shows dela, vou a todos que posso. Enfim, o novo álbum “A Coruja e o Coração” é mais alegre, diferente da fase depre de “Sweet Jardim”. Como não diria Plínio Profeta é um álbum folk country. A única música que lembra a sonoridade do primeiro é “Te Mereço”, extensão da música “Te Valorizo” (as minhas favoritas). A faixa cover “Você não vale nada” é boa e engraçada, Tiê conseguiu salvar a música. Destaque, também, para regravações “Mapa Mundi” do Thiago Pethi e “Só sei dançar com você” da Tulipa Ruiz. É isso, é só baixar. 

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Nina Becker

Trazendo mais um pouco de Brasil pra esse blog praticamente internacional. Ela tem dois álbuns que coloquei no mesmo link para facilitar. Se for incômodo peçam que separo os álbuns.



ENJOY ^^

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Bárbara Eugênia



Bárbara é da nova safra de cantoras brasileiras, mas sem as rotulação das cantoras "fofas", que particularmente eu ouço. Eugênia, fossa nova. Com canções que falam do amor (dos seus amores), acompanhada de sua voz rouca, e claro de sua beleza dos quase  trinta anos (que espero chegar) são atrativos certos. "Agradecimento" é a faixa que mais escuto do álbum seu de estreia "Journal De Bad".

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Marisa Monte

Último post meu aqui (desse ano, eu acho...) e nada melhor do que fechar com chave de platina, com Marisa Monte. Até ano que vem. Beijos de chocolate.


Pernambucobucolismo
Composição: Marisa Monte, Rodrigo Campello

Eu vou fazer
Um movimento, amor
Uma canção para inventar o nosso amor

Eu vou fazer
Uma revolução

Eu vou pra Londres, vou pra longe
Sei que vou
Onde luar
Não há igual aqui
Igual aqui não há
Outro lugar
Eu sinto bucolismo
Eu sinto bucolismo

Pernambucobucolismo
Pernambucobucolismo
Pernambucobucolismo

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Arnaldo Antunes


                                            

Demorei muito pra te conhecer...
Antunes é tão meu agora... sério.
Amo esse cara fazedor de canções sobre “coisas”. 
Coisa criança, coisa gente, coisa animal, coisa nada, coisa infinito...
São coisas de Antunes que me revelam um mundo paralelo nas canções.
Qualquer letrinha ganhava ares de montanha na voz de Antunes.
Antunes meu, Antunes seu, Antunes que dá tamanho as coisas “desimportantes”.
Foi Antunes que disse que todo mundo teve infância Arquimedes, Buda, Simone de Beauvoir, Galileu, Fernandinho Beira-mar, quem tem grana quem não tem, e também eu e você
Todo mundo teve medo, eu tenho medo...
Antunes disse ainda que todo mundo vai morrer Glauber, Pelé...
Não há como não gostar dessa voz rasgada...
“Não há o que lamentar quando chega o fim do dia”, é Antunes. “Se despede da sua dor...”
Vi ele a dois passos de mim e não fiz nada, burra mesmo... A Lua foi parar perto dele. Lua cagada mesmo. Queria está com eles...
“Se tudo pode acontecer” eu quero frasear como Antunes.
Caminhar de qualquer maneira fazendo canção.
“SOCORRO”
Eu estou sentindo tudo quando ouço Antunes
SOCORRO
“Já não estou sentindo nada... Socorro alguém me de um coração... Uma rua que me de sentido, encruzilhada...”
SOCORRO
“Alguma alma mesmo que pena me empresta suas pernas...”
“Qualquer coisa que se sinta. Deve ter algo que se sinta? Tem tantos sentimentos”
SOCORRO
Antunes
Me ensina a fazer canção com você, em dois...
“Esse papo já tá qualquer coisa’
Desculpa Antunes
“Esse papo meu já tá qualquer coisa...”
Marcia  Regina





ps: desculpe as fotos ruins, tirei do celular no escuro quando ele estava perto de mim;
não postei coisas paralelas de Antunes como Tribalitas, mas fica pra próxima quem sabe;
desculpa esse texto de merda...
...

POSTED BY Marcinha
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Karine Alexandrino


Karine Alexandrino - Karine Alexandrino


Baby doll de nylon
Combina com você
Baby doll de nylon
Combina com você
Pode até ir pro baile
Ou aparecer na tv
Pode até ir pro baile
Ou aparecer na tv
Feliz quem pode ver
Feliz quem pode ter
Para a visão, o tato
O contato e o prazer
O seu corpo mulato
Nesse transparecer
Além de todo o nylon
Você
Você
Você.


POSTED BY XVI
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Adriana Calcanhoto - Adriana Partimpim


Ciranda da Bailarina
Adriana Calcanhotto
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...

POSTED BY XVI
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3 Na Massa


A idéia é perfeita: Mulheres, mulheres, mulheres de várias cores ou melhor dizendo "Confraria das Sedutoras" - mulheres falando de suas experiências amorosas com homens (ou não...) que marcaram as suas vidas de algum modo, seduzindo, ou sendo seduzidas, pervertendo ou sendo pervertidas, provocando ou sendo provocadas por estes (as) . A sensualidade transborda no disco e enche os ouvidos de belas hitórias entremeadas por musicas que podem soar ora picantes, saudosas, alegres, divertidas, (quase que circenses) ou como devaneios eróticos em um parque de diversões. Às vezes lembra-me algo dos filmes de Fellini, como também podem ser a trilha sonora de uma das imaginativas hitórias de Millo Manara ou quem sabe ainda uma nova releitura das coisas produzidas por Serge Gainsbourg nas décadas de sessenta e setenta, entretanto, com originalidade, brasilidade e estilo pra ninguém botar defeito.


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Céu


Me pegou como bocejo.

Céu transcorre suavidade em suas músicas, que ziguezagueiam em várias direções mas apontam para esquinas aconchegantes entre as músicas brasileira e jamaicana.

“O que mais me inspira na vida é mesmo o dia-a-dia, é estar presente de verdade nas situações mais simples: no café que você toma com um amigo, na fralda que eu troco da minha filha, nos problemas e alegrias que surgem. Um pouco de leseira e preguiça não faz mal a ninguém. O Dorival Caymmi é que estava certo!”, diz Céu.




Destaques:


• “Sobre o Amor e Seu Trabalho Silencioso”- uma roda  saudável de malemolência e cadência bonita do samba almofada para meus ouvidos.
•  “Vira Lata”- no transe do reggae.
• “Bubuia”, “Ponteiro”, “Espaçonave”- climas de inspiradora e inspirada letargia.
• “Sonâmbulo”, “Valsa pra Biu Roque”, “Malemolência”, “ Lenda”.




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Pato Fu


 Não posso mais viver assim do seu ladinho
Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha
(Pato Fu - Sonífera Ilha)

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Adriana Calcanhotto


 Eu dizia "Apareça"
Quando apareceu
Não esperava
Um dia me beijou e disse:
"Não me esqueça"
Foi embora
E só esqueci, metade...

Que bom
Que eu não tinha um revólver
Quem ama mata mais
Com bala que com flecha
Ela deixa um furo
E a porta que abriu
Jamais se fecha...
(Bagatelas - Adriana Calcanhotto)


Marítimo
Cantada
Senhas
Público
Maré
Enguiço
A Fábrica de poemas

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Lulina



Minha vida verdadeira é embaixo do edredon.

Apesar de Cristalina ser o primeiro CD "oficial" dela, é o décimo se contarmos suas gravações artesanais.

Cristalina (2009)

Gravações anteriores encontradas:
Aceitação do 14 (2008)
Aos 28 Dei Reset Na Minha Vida (2008)
Sangue de ET (2005)

POSTED BY Letícia Bispo
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